Uma empresa reorganiza o site e troca os endereços de serviços, artigos e formulários. A navegação nova parece correta, mas mensagens antigas, favoritos e links de parceiros continuam apontando para a estrutura anterior. O mapa de redirecionamentos serve para decidir o destino de cada caminho antes de a mudança chegar ao público.
Monte a relação a partir de mais de uma origem
Reúna URLs do sitemap, da navegação, dos relatórios disponíveis e dos materiais comerciais que a empresa distribuiu. Inclua páginas antigas que ainda recebem acesso mesmo quando já não aparecem no menu. Não limite o levantamento ao que é fácil enxergar na página inicial.
Para cada endereço, registre a função original. “Página de instalação do produto” diz mais do que apenas o slug. Essa descrição permite avaliar se o destino proposto resolve a mesma tarefa ou se está sendo escolhido por conveniência técnica.
Defina a correspondência e as exceções
O mapa deve indicar endereço antigo, destino proposto, tipo de decisão, responsável e resultado do teste. Uma página pode permanecer no mesmo lugar, mudar para uma equivalente, ser incorporada a um conteúdo mais completo ou deixar de existir sem substituição. Trate essas situações separadamente.
A documentação de migração do Google recomenda planejar as correspondências e atualizar os sinais da nova estrutura. Nosso recorte aqui é a aprovação editorial desse mapa: antes de configurar uma regra, alguém precisa conferir se a nova página entrega o que o link antigo prometia.
Exemplo de revisão de três destinos
- Um tutorial antigo ganhou uma versão atualizada: encaminhe para o tutorial equivalente e revise links internos.
- Duas páginas de serviço foram reunidas: confira se a nova página mantém as informações necessárias dos dois serviços.
- Uma promoção expirou sem substituta: não a transforme automaticamente em uma oferta diferente; defina a remoção e explique a situação onde ainda houver chamada pública.
Em uma migração ilustrativa, um link “baixar manual” foi associado à página comercial do produto. O destino abria normalmente, mas o visitante precisava procurar o arquivo novamente. A revisão do mapa identificou o problema antes de publicar a regra e apontou para a página que continha o manual.
Teste do começo ao fim
Abra cada URL prioritária sem login e registre o destino final. Procure voltas em círculo, etapas desnecessárias e páginas que continuam respondendo com erro. Confira também links internos, endereço canônico e sitemap, para que o próprio site passe a apontar diretamente para os endereços atuais.
Não apague o mapa ao terminar a migração. Ele vira uma referência para interpretar acessos antigos e resolver reclamações. A documentação de URL canônica ajuda a conferir coerência entre os sinais, enquanto o guia de status HTTP esclarece como cada resposta participa do caminho.
Defina uma revisão posterior para os endereços mais usados e registre ajustes feitos após a publicação. Uma migração bem acompanhada considera tanto a estrutura nova quanto as pessoas que ainda chegam por referências anteriores.




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